Rede PAEA em ação. 2021 lá vamos nós!!!

MURAL DOS ENREDADOS

Caros enredados, vamos dar início a uma seria de ações que estamos planejando para esse ano. Vamos juntos?

Queremos listar todas as instituições, ONGs, secretarias associações e etc. que compõem essa congregação de experiências que se chama Rede Paraense de Educação Ambiental.

Órgão público.

Empresa.

Movimento social.

Organização não governamental ou comunitária.

Colegiado ou Conselho de Política Pública.

VEJA UM EXEMPLO (Autorização para utilização da logomarca; link da rede social da organização)

1 – Quem Ama Cuida
2 – Instituto Lixo Zero
3 – Instituto Manguezal
4 – Instituto Alachaster
5 – Instituto Sol Nascente
6 – Idade Mídia
7 – O Básico do Saneamento
8 – Awa 
9 – Amigos de Belém   
10 – Laboratório da Cidade
11 – Toró Gastronomia
12 – Humana Gastronomia e Bem Estar
13 – Associação Novo Encanto
14 – USBEA Pará United State – Brazil Exchange Alumni Pará
15 – Academia Saneamento
16 – Instituto Amigos da Floresta
17 – Rádio Margarida
18 – ABES-PA Jovens Profissionais do Saneamento ABES -PARÁ

PRECISAMOS DE SUA COLABORAÇÃO – CADASTRE SUA ORGANIZAÇÃO AQUI

Acesse o link para que você possa cadastrá-lo, caso tenha alguma dificuldade, nos envie um e-mail para facilitadoresredepaea@gmail.com
INCLUA SUA ORGANIZAÇÃO NA REDE

QUEREMOS ATUALIZAR ESSA RELAÇÃO:

Essa relação SEMPRE ATUALIZADA estará disponível em todas as Redes Sociais da Rede PAEA.

Essa é só a primeira ação de várias que vem por aí. Vamos movimentar essa Rede? Bora?

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20 ANOS DA REDE PARAENSE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Estamos completando 20 anos de existência e queremos convidar você, enredado e você que ainda não nos conhecia, para que juntos possamos FORTALECER nossa atuação na educação ambiental no estado do Pará.

Rede Paraense de Educação Ambiental – Conectando educadores ambientais no estado do Pará.

RECADASTRAMENTO 2020 EM 3 ETAPAS

1-CURTA NOSSO PERFIL no Instagram https://www.instagram.com/redepaeaoficial

2-CURTA NOSSA PAGINO NO FACEBOOK https://www.facebook.com/Rede-Paraense-de-Educa%C3%A7%C3%A3o-Ambiental-104714764801070

3-PREENCHA O FORMULÁRIO https://forms.gle/sJPPx4fdPXY5MUxx8

#redepaea20anos
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CONSELHO GESTOR DA APA BELÉM É ELEITO APÓS 24 ANOS DA CRIAÇÃO DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

Rede PAEA é eleita para compor o Conselho Gestor

No dia 28 de setembro, com um atraso de 24 anos, foram eleitos os primeiros representantes da sociedade civil organizada e de órgãos governamentais para compor o Conselho Gestor da APA Metropolitana de Belém. Os conselheiros terão mandato de dois anos (2018-2019), com as atribuições de traçar as diretrizes normativas sobre o funcionamento da APA e exercer o controle de sua efetiva aplicação; analisar o Plano de Gestão, Projetos, Convênios e acompanhar a gestão da área de proteção ambiental.

Como representantes da sociedade civil organizada foram eleitas 10 organizações, entre as quais a Rede Paraense de Educação Ambiental (Rede PAEA), que será representada por José Oeiras; os Argonautas Ambientalistas da Amazônia, que serão representados por Juliano Salgado e Fidelis Paixão; a ADECAM, ASFLORA, a Associação dos Moradores do Verdejante, a Associação do Quilombo do Abacatal Aurá, o Instituto Comunitário Cultural Sucuritinga Guanabara e as Ongs Anani, No Olhar e Na Amazônia. Já a representação governamental será feita pelo IDEFLOR-BIO, a CODEM, a Defensoria Pública do Estado do Pará, a EMBRAPA, a EMATER, o Museu Paraense Emilio Goeldi, a SEMA Ananindeua, a SEMA Belém e a UFPA através do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA).

O processo eletivo para a composição do Conselho Gestor, coordenado por Júlio Meyer, gerente da região administrativa de Belém, do IDEFLOR-BIO, se deu através de chamada pública, com edital publicado em julho de 2017, seguindo a normatização do Lei Federal 9985 de 2000 e o Decreto Federal 4340 de 2002, que estabelecem a paridade entre governo e sociedade civil na composição, além do Decreto Estadual 1329 de 2008. Segundo José Oeiras, representante da Rede PAEA, a eleição significa um avanço, uma vez que anteriormente os membros desse conselho eram indicados através de ato do gestor público, e a eleição representa uma participação autônoma da sociedade civil no processo.

Um momento de surpresa e tensão durante a assembleia de eleição dos membros do conselho se deu quando a empresa REDE CELPA apresentou sua candidatura como integrante da sociedade civil organizada. Para Juliano Salgado, representante dos Argonautas Ambientalistas da Amazônia, a candidatura não tinha fundamento jurídico nem legitimidade social, uma vez tratar-se de uma empresa privada, que mesmo sendo concessionária de atividade pública, representa os interesses privados de seus acionistas. A Associação do Quilombo do Abacatal Aurá, a Rede Paraense de Educação Ambiental, a ADECAM e outras organizações presentes tiveram o mesmo entendimento, no que foi concorde o representante da Defensoria Pública do Estado do Pará. Após a polêmica, a empresa se tirou do processo.

Vanusa Cardoso, quilombola representante da Associação do Abacatal Aurá, destacou que o Quilombo do Abacatal está localizado dentro do território da APA Belém as famílias de moradores da área diariamente sentem seus direitos serem furtados pelos interesses privados, como a construção da Rodovia da Liberdade, a previsão da construção de uma Subestação da Rede Celpa, o aterro sanitário de Marituba e a consequente contaminação dos rios e igarapés, além do crônico descaso que o Poder Público comete com a localidade ao não reconhecer os direitos devidos e necessários dos quilombolas habitantes da área.

“O Conselho Gestor não tem caráter deliberativo, apenas consultivo, o que esvazia a possibilidade de controle social e ação mais efetiva de seus membros. Ainda assim, poderá apresentar avanços, se houver uma disposição e parceria entre o governo e a sociedade civil para capacitar e aprimorar sua gestão”, conclui José Oeiras.

APA Metropolitana de Belém

A APA Belém foi criada por meio do decreto estadual Nº 1.551 de 03 de maio de 1993 pelo então Governador do Estado Jader Fontenelle Barbalho e alterado pelo decreto Nº 1.329 de 02 de outubro de 2008 pela então Governadora Ana Júlia Carepa com o objetivo de implementar uma área de proteção visando a conservar e proteger ambientes naturais no território da Região Metropolitana de Belém, sua área territorial está localizada nos municípios de Belém e Ananindeua compreendendo os bairros de Curió Utinga, Souza, Castanheira, Guanabara, Águas Lindas, Aurá e o território quilombola do Abacatal que se estende até o município de Marituba.

Entre os principais objetivos para a criação da APA Belém, estão: Assegurar a potabilidade da água dos mananciais, através da restauração e da manutenção da qualidade ambiental dos lagos Água Preta e Bolonha, do rio Aurá e respectivas bacias hidrográficas; Preservar a biodiversidade representada pelas plantas, animais e ecossistemas das florestas de várzea, igapó e terra firme, remanescentes e em estágio de sucessão, e promover sua recuperação; Preservar o Sítio Histórico do Engenho do Murutucu; Possibilitar o adequado tratamento e reciclagem dos resíduos sólidos, dos afluentes industriais e dos resíduos oleosos; Implementar a educação ambiental comunitária; Propiciar o desenvolvimento de atividades culturais, educativas, turísticas, recreativas e de lazer em espaços especialmente demarcados.

A APA Belém é uma Unidade de Conservação classificada como de uso sustentável, sendo admitido o uso direto dos seus recursos naturais, através de práticas sustentáveis de uso dos recursos naturais.

No território da APA não são permitidas atividades de terraplanagem, mineração, dragagem e escavação que venha causar danos ou degradação do meio ambiente e/ou perigo para pessoas ou para o meio ambiente, e nem qualquer atividade industrial, potencialmente capaz de causar poluição, segundo Decreto Estadual 1.551/1993.

Rede Paraense de Educação Ambiental

A Rede PAEA foi criada em 1996 e tem como missão promover a integração e conectividade entre os educadores ambientais e as instituições que atuam no Estado do Pará, fortalecendo e dinamizando a educação ambiental através de políticas públicas e programas que a consolidem como campo de produção do conhecimento crítico e da ação como prática transformadora.

Mais informações:

http://ideflorbio.pa.gov.br

http://www.redepaea.wordpress.com

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Anais do VIII FBEA

WhatsApp Image 2017-09-22 at 11.48.53Já estão disponíveis os Anais do VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, realizado em Belém (PA) de 03 a 06 de dezembro de 2014, pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), Rede Paraense de Educação Ambiental (Rede PAEA) e Rede Carajás de Gestão, Educação Ambiental e Comunidades Sustentáveis.

Realizado pela primeira vez na Região Amazônica, o VIII FBEA teve como tema Educação Ambiental: Do Local ao Global, Tecendo Redes e Fortalecendo Sociedades Sustentáveis e se constituiu como um espaço de reflexão, articulação e convivência de educadores ambientais de todo o Brasil, contando com a participação de mais de 1.140 inscritos, 165 monitores, 136 apresentações orais, 317 painéis e 20 minicursos. A maior delegação foi do Pará, com  433 pessoas, seguida pelo estado do Rio de Janeiro, 157 participantes e São Paulo com 96 inscritos.

A oitava edição do Fórum Brasileiro de Educação Ambiental terminou com a produção de um documento político, a “Carta de Belém”, que junto com a Carta da Praia Vermelha e o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global se constituem nos documentos políticos norteadores das redes da malha da REBEA.

Clique aqui para baixar o Volume I

Clique aqui para baixar o Volume II

Clique aqui para baixar o Volume III

 

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Seminário discutiu a Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos e Educação Ambiental no Estado do Pará

O evento debateu as principais convergências e contradições entre essas políticas públicas e possibilitou a troca de experiências de iniciativas no tema.

Com mais de 1400 participantes inscritos, o Seminário Estadual de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos e Educação Ambiental, realizado dias 22 e 23 de agosto, teve início com uma mesa de abertura, em que estavam presentes representantes de diversos organizações, como o pró-reitor de Extensão da UFPA, Nelson José Junior, representando o Magnifico Reitor da instituição; o pesquisador e membro do Conselho Gestor do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento, Thomas Mitschein; a representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), presidente da Associação Cidadania para Todos e da Rede Recicla Pará, Maria Trindade  Araújo; a coordenadora do Grupo de Estudo em Educação, Cultura e Meio Ambiente (GEAM), Marilena Loureiro; o procurador do Ministério Público do Pará, José Godofredo Santos; e membro da Rede Paraense de Educação Ambiental (REDEPEA), Fidélis Martins.

Ao iniciar as falas dos componentes da mesa, houve o lançamento do Grupo de Trabalho Resíduos Sólidos e Educação Ambiental, vinculado à Rede Paraense de Educação Ambiental (Rede PAEA). O GT foi formado em junho deste ano, conforme reuniões organizativas, com o objetivo de discutir e propor ações e debates sobre a transversalidade da educação ambiental na Política Nacional de Resíduos Sólidos. ​

Os participantes da mesa de abertura falaram sobre a importância de se discutir de forma interdisciplinar e integrada a temática proposta no seminário, levando em consideração as experiências e ações já realizadas por uma rede significativa de pessoas, que trabalham em prol de uma sociedade mais sustentável, a partir da gestão integrada dos resíduos sólidos e da educação ambiental.

O pró-reitor de Extensão, Nelson Junior, disse que a Universidade pública provêm da sociedade, portanto, precisa olhar para ela e dela se aproximar, pois em si, as instituições de ensino, pesquisa e extensão superiores, não podem propor questões férteis, consistentes e contemporâneas.

“Precisamos construir um novo paradigma, um novo modelo. É precisamente na geração e elaboração difícil desse modelo que nós estamos agora empenhados. Esforços como este seminário revelam que nós estamos abertos aos problemas do meio ambiente. Essa temática deve residir em cada um e nós aqui tentaremos operar e produzir sínteses interessante, com os nossos aportes conceituais, metodológicos, nossos projetos de extensão e de pesquisa. Ficamos contentes de perceber que esse tema, infinitamente explorável, conduzirá nossos passos daqui para frente”, afirma Nelson.

Desfile de moda sustentável é destaque na programação

A programação seguiu com o desfile “Cosmopolita” com peças e acessório de moda feitos a partir de materiais recicláveis. Os produtos foram idealizados pela designer, Jack Carvalho, com intervenções do artista plástico Raimar Cavalcante.  Além disso, no hall do Centro de Eventos houve a exposição da produção de diversos artesãos e artistas plásticos que trabalham a reciclagem ou reuso de materiais.

Mesa discute os desafios do Poder Público

Após o desfile, a mesa “O Desafio do Poder Público com a gestão de resíduos sólidos no Estado do Pará” teve participação dos representantes do Ministério Público do Estado do Pará, promotor José Godofredo Santos; Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (SEDOP), Ingride Souza; Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), Sineide Wu e Edna Suely Corumbá; Secretaria Municipal de Saneamento de Belém (SESAN), Tales Costa e SESAN Ananindeua, Rui Begot.

Sustentabilidade e Gestão é tema de mesa de debate

20170823_095418Na manhã do segundo dia, as atividades se iniciaram com a mesa “Gestão de Resíduos, Meio Ambiente e Sustentabilidade”, mediada por Lucas Aires, servidor da UFPA e membro da Rede PAEA, com a participação de Carlos Maneschy, ex-reitor da UFPA, e de Davi Lopes, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Pará (ABES-PA).

​“Os termos Sustentabilidade e Educação Ambiental são conceitos que entendemos em teoria, uma grande parcela da população aceita, mas temos dificuldades em tirar a discussão do escopo teórico e fazer avançar para se tornar um pacto gerencial prático”, disparou Maneschy.

​Para o engenheiro mecânico o Desenvolvimento Sustentável está amparado em três pilares: Desenvolvimento Econômico, Justiça Social e Preservação e Sustentabilidade Ambiental. No que se refere à Justiça Social a sociedade brasileira e paraense ainda teria que caminhar muito, tendo em vista que a desigualdade social seria o início de grande parte das mazelas que vivemos.

​“No aspecto da Justiça Social temos uma enorme Desigualdade Educacional, não dar bases iguais de educação é desleal. Temos que entender, de uma vez por todas, que educação é insumo fundamental para formação de cidadania, sem isso não é possível discutir sustentabilidade ambiental, pois é um caminho estéril”, pontuou.

​Ao acreditar que comportamento e educação são conceitos conectados Maneschy considera não ser possível esperamos comportamento de primeiro mundo com educação de terceiro. Nesse contexto, é necessário pensar no consumo ético, consciente e sustentável em que exista um pacto de solidariedade para garantir inclusão social.

​O segundo momento da mesa teve a colaboração de Davi Lopes, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Pará (ABES-PA) que, além de explicar as ações da ABES, dos passos para o Licenciamento Ambiental, também pontuou os principais gargalos da relação entre Educação Ambiental e o Saneamento na região amazônica.

​“Acredito que a Educação Ambiental é primazia no saneamento, ao internalizarmos isso temos que compreender que sem mobilização social não tem educação ambiental”, afirmou. Para Davi a criação do Observatório de Saneamento e posteriormente do Conselho Estadual de Saneamento seria um caminho viável para integrar a gestão pública/privada às demandas da população.

Conflitos e Convergências entre as Políticas de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental é tema debatido por mesa

Às 11h30 teve início o debate sobre “Políticas Nacionais de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental: transversalidade, aspectos comuns e conflitos”, mediado por Maria Lúcia Ohana, com a presença dos professores Thomas Mitschein, Maria Ludetana, Fidelis Paixão e Mauricio Leal.

​O primeiro a contribuir foi o pesquisador do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento (UFPA), membro da facilitação da Rede Paraense de Educação Ambiental e Conselheiro Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), Fidelis Paixão, que destacou a importância das Redes Sociais na contemporaneidade.

​“As Redes Sociais têm o poder e a capacidade de mobilização muito forte, conseguimos de uma forma não hierarquizada conectar diferentes atividades para gerar sinergia e ações potencializadas. Esse Seminário que estamos vivendo agora é um exemplo prático disso que estou falando”, afirmou.

​Para o pesquisador, na relação com a gestão dos resíduos sólidos, a educação ambiental deve partir de uma visão sistêmica e contribuir com a construção de valores sociais e abordar as relações de produção e consumo do sistema econômico atual, pois ações pontuais ou desarticuladas podem contribuir de forma “ingênua” com a manutenção de um modelo social insustentável, baseado no consumo pelo prazer e não pela estrita necessidade. Além disso, a educação ambiental deve ser encarada como um campo de conhecimento que articule o saber e o fazer de forma crítica, fortalecendo identidades, e não um fim em si mesma.

​Já o coordenador do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento, Thomas Mitschein, apresentou o cenário do lixão da cidade de Bragança, para mostrar que os problemas com a implementação da Lei dos Resíduos Sólidos não é algo distante da realidade do Estado do Pará.

​“Estou convencido de que uma Educação Ambiental que quer copiar as formas pedagógicas elaboradas nos países do hemisfério norte da década de 1970 está fadada ao fracasso. Temos que pensar a nossa realidade”.

​Mauricio Leal, professor da Faculdade de Direito da UFPA, falou sobre o direito urbanístico e o direito a cidade e da necessidade de pensarmos numa gestão integrada como uma agenda mais global de ações relacionadas à Política Nacional de Resíduos Sólidos e à Educação Ambiental.

​A mesa foi encerrada com as contribuições de Maria Ludetana Araújo, professora da UFPA e uma das fundadoras do Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente (GEAM) que apresentou os desafios locais para a Educação Ambiental.

Compartilhamento de diversas experiências e iniciativas é o momento alto do Seminário

O encerramento do Seminário foi marcado pelo compartilhamento de 12 diferentes tipos de experiências em educação ambiental e gestão de resíduos sólidos de diferentes iniciativas institucionais no Estado do Pará.

​A mesa-redonda “Práticas de educação ambiental com gestão de resíduos sólidos: compartilhando experiências” contou com a participação de representantes da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, emprego e Renda, Regina Macêdo; do Tribunal de Justiça do Pará, Evelise Rodrigues; da Embrapa, Hilma Couto; Museu Paraense Emílio Goeldi, Hilma Guedes; Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), presidente da Associação Cidadania para Todos e da Rede Recicla Pará, Maria Trindade  Araújo; Comissão da Coleta Seletiva da UFPA, Jaqueline Sarmento; Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis (CONCAVES), Jonas de Jesus; UFPA Castanhal, Yomara pires; Grupo de Estudos em Meio Ambiente e Sustentabilidade, Vanusa Santos; Universidade Federal Rural da Amazônia de Capitão Poço, Thaiza Comasseto; e da Secretaria de Estado de Educação, Emilly Silva.

​Os representantes de instituições de ensino, pesquisa, extensão e órgãos governamentais apresentaram experiências de ações exitosas que vêm desenvolvendo no âmbito da educação ambiental com gestão de resíduos sólidos.  De maneira clara, o público pode conhecer os mecanismos e ferramentas criadas por esses órgãos, aplicáveis na gestão dos resíduos não apenas internamente, mas também ampliando suas contribuições para a sociedade, em geral.

Durante as apresentações estiveram presentes os profissionais catadores associados da CONCAVES, que hoje conta com 60 associados, que retiram cerca de 100 toneladas de materiais recicláveis das ruas de Belém. O Presidente da Associação, Jonas de Jesus, chamou a atenção para a forma como a sociedade está lidando com os resíduos que produzem no dia a dia. “Fazer coleta seletiva de lixo é mais do que um ato de cidadania é um ato de sobrevivência”, afirma.

Plenária da Rede aprova criação de novo Grupo de Trabalho

20170823_182232A Plenária da REDEPAEA, que encerrou o evento, aprovou o Grupo de Trabalho “Modelagem Matemática e Educação Ambiental”, que será coordenado pela professora da Universidade Federal Rural da Amazônia, campus Capanema, Neuma Teixeira dos Santos e pelo servidor do UFPA, Reginaldo Trindade.

​De acordo com a professora, a proposta do GT surgiu no III EPAEA – Encontro Paraense de Educação Ambiental, que ocorreu em junho deste ano. “Eu já desenvolvo atividades em educação ambiental na UFRA em Capanema, um projeto em parceria com o SIPAM desde 2013, no qual faço monitoramento de manguezais na Região Bragantina. Atualmente coordeno um grupo de estudantes da UFRA, que trabalham com geoprocessamento como recurso didático, voltado para a educação ambiental. A partir disso seria interessante coordenador esse GT em Capanema e, posteriormente, ampliá-lo”, conclui Neuma.

Texto produzido com apoio da equipe de comunicação do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento (UFPA).

Baixe aqui as apresentações disponibilizadas pelos diversos palestrantes do evento.

 

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Informes sobre Resíduos Sólidos e Educação Ambiental

Informamos que os Certificados do Seminário Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental estão sendo enviados por e-mail e o prazo para envio de todos é 30 de setembro, então por gentileza aguardem, pois a Rede trabalha com voluntariado. As apresentações dos palestrantes já estão disponíveis, basta clicar aqui.

Informamos também que a IV Reunião Ordinário do GT de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental será realizada dia 04 de outubro, às 15h, na UFPA, em local a ser confirmado. A reunião se dará em conjunto com o GT Resíduos Sólidos da Rede ODS Brasil e a pauta será “A contribuição que os GTs podem dar para o cenário da gestão de resíduos sólidos integrada com a educação ambiental no Estado do Pará”.

Todas as informações sobre o GT Resíduos Sólidos e Educação Ambiental estão aqui no site na aba “Grupos de Trabalho”.

Qualquer dúvida envie um e-mail para redepaea@yahoo.com.br

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2017 Um Marco para a Educação Ambiental

Nossas conquistas precisam ser celebradas e nossa caminhada revisitada, para nos fortalecermos num cenário de tantos retrocessos na área ambiental.Banner EA em 2017

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Programação do Seminário Estadual de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental

Cartaz Seminario Residuos

O evento deverá reunir especialistas de diversas áreas e atores sociais que atuam com o tema, para debater propostas e mecanismos de uma gestão dos resíduos sólidos sustentável, compartilhada e participativa que contribua, a partir das dinâmicas locais e regionais, para adequação e solução do problema do ciclo dos resíduos sólidos, tendo a educação ambiental como elemento primordial nesse processo.

Inscrições gratuitas (vagas limitadas) Clique aqui.


Local: Centro de Eventos Benedito Nunes (UFPA)


Programação

Dia 22 – 16h – Mesa de Abertura

MTE – SENAES; Reitor da UFPA, PROEX; Governo do Estado; ALEPA; Movimento Nacional dos Catadores; Programa Trópico em Movimento; GEAM; Rede PAEA.

Dia 22 – 17h – Mesa: O Desafio do Poder Público com a gestão de resíduos sólidos no Estado do Pará

MTE – SENAES; MPE; SEDOP; SEMAS; SESAN Belém; SEURB Ananindeua.

Dia 23 – 9h – Mesa: Gestão de Resíduos, Meio Ambiente e Sustentabilidade

Instituto Sérgio Maneschy; ABES-PA; Grupo SOLVI.

Dia 23 – 10:30h – Mesa: Políticas Nacionais de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental: transversalidade, aspectos comuns e conflitos

Thomas Mitschein; Maria Ludetana; Fidelis Paixão; Mauricio Leal.

Dia 23 – 14h – Mesa: Práticas de educação ambiental com a gestão de resíduos sólidos: compartilhando experiências

UFPA GEAM – Marilena Loureiro; TJE – Evelise Rodrigues; EMBRAPA – Hilma Couto; MPEG – Hilma Guedes; REDE RECICLA PARÁ – Maria Trindade; CONCAVES – Jonas de Jesus; SEASTER – Pró-Catador; UFPA Prefeitura do Campus – Jaqueline Sarmento; UFPA – Escola de Aplicação; UFPA – Bosque Benito Calzavara – Gina Calzavara; UFPA Castanhal – Yomara Pires; UFPA: GEMAS – Vanusa Santos; UFRA Campus Capitão Poço – Thaisa Comassetto; SEDUC – Emlly Silva.

18h – Plenária da Rede PAEA e Encerramento

No Saguão do Centro de Eventos acontecerá uma Exposição simultânea de produtos oriundos da reciclagem ou do reuso.


Objetivo geral: Propiciar a reflexão e o debate sobre os aspectos comuns e conflitantes das Políticas Nacionais de Gestão dos Resíduos Sólidos e de Educação Ambiental, fortalecendo os princípios da inclusão social, da gestão participativa, da cooperação e da responsabilidade compartilhada, aprofundando os aspectos relacionados a diversidade local e regional.

Objetivos específicos:

  • Oportunizar a interação entre diferentes iniciativas e experiências de atores sociais em gestão de resíduos sólidos e práticas de educação ambiental no Estado do Pará.
  • Propiciar a catalisação de recursos financeiros para iniciativas e projetos da área, facilitando a informação e articulação de Fundos públicos e privados para Ações e para os Planos de Gestão de Resíduos Sólidos.
  • Levantar propostas ao Programa Nacional de Educação Ambiental – ProNEA visando fortalecer a transversalidade e ações estratégicas comum com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
  • Apresentar ao conjunto de instituições e atores sociais o Grupo de Trabalho temático da Rede Paraense de Educação Ambiental.
  • Contribuir com o protagonismo das organizações dos catadores de materiais recicláveis, no processo de inclusão social.

Público-alvo: Gestores ambientais, gestores públicos, educadores ambientais, professores, pesquisadores, acadêmicos, empreendedores, empresários, catadores, trabalhadores e profissionais do segmento e áreas afins, cidadãos em geral.


Informações e Inscrições:

www.tropicomovimento.net

www.redepaea.wordpress.com

Certificação acadêmica de 12h. Inscrições gratuitas e vagas limitadas.

Comissão Organizadora: Maria Lucia Ohana, Maria Ludetana, Fidelis Paixão, Juliano Salgado.

Contatos: (91) 3201 7687 ou 98145 6591 ou e-mail: tropicomovimento@gmail.com

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III Reunião ordinária do GT Resíduos Sólidos e Educação Ambiental

Informamos aos membros do GT Resíduos Sólidos e Educação Ambiental que a reunião ordinária que seria dia 02 de agosto, ficou transferida para a quarta-feira seguinte, dia 09 de agosto, na Sala de Defesas do ICED/UFPA no térreo. Agradecemos a compreensão de todos e contamos com a participação na próxima reunião.

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Educomunicação, mobilização social e educação ambiental

Julho não foi apenas um mês de folga para os membros da Rede PAEA. No dia 19 foi realizada a Oficina de Educomunicação, que contou com mais de 80 participantes e foi facilitada por Débora Menezes, comunicadora e educadora ambiental, mestre em Divulgação Científica e Cultural pelo Labjor da Universidade Estadual de Campinas.

​A Oficina teve início com uma mesa formada por Thomas Mitschein, coordenador do Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento, Maria Ludetana Araújo, coordenadora do Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente (GEAM) e Fidelis Paixão, um dos fundadores da Rede e membro da sua facilitação.

“É muito importante entender os campos da educação e da comunicação e como eles estão diretamente relacionados com a cultura. São reflexos da adaptação humana e dependem dos valores culturais, por isso é tão importante estudar e praticar a educomunicação”, afirmou Thomas.

Fidelis Paixão, advogado e membro da facilitação nacional da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), falou sobre  a Educação Ambiental através das Redes Sociais,  apresentando as principais características das redes sociais em interação com o campo da educação ambiental. Para ele, o fenômeno das redes sociais deve ser melhor compreendido e explorado pois “as redes possibilitam o surgimento de iniciativas ‘descentralizadas’, maior flexibilidade frente a mudanças, acomodar diversidade e diferenças, favorecendo a inovação, propiciando situações para troca de conhecimento e construção coletiva”.

Ainda segundo Fidelis, o Estado do Pará não tem, na sociedade civil, um ator político relevante na defesa do Meio Ambiente e na promoção da Educação Ambiental e da Comunicação Livre, e nesse sentido, “se os integrantes da Rede tomarem pra si essa tarefa a Rede pode se constituir nesse ator social, importante para influenciar nas políticas públicas, nas mudanças de comportamento da sociedade e de empreendimentos potencialmente lesivos ao meio ambiente porque a educomunicação é um campo que possibilita a consolidação de um ator social com a Rede PAEA”.

Em seguida Débora Menezes, comunicadora e educadora ambiental, apresentou a Educomunicação como possibilidade de mobilização, que seria a necessidade de convocar vontades em torno de significados e objetivos em comum. Para a pesquisadora a Educomunicação é o campo de estudos e de práticas metodológicas onde a comunicação exerce um papel diferenciado nos processos educativos e de mobilização, dando voz, refletindo sobre o acesso a informação e às tecnologias que permitem esse acesso, favorecendo o protagonismo, o trabalho em rede.

Oficina educomunicacao (20)Os maiores desafios para as pessoas que trabalham nessa área é compreender que a mídia de massa, não é comunicação, é ferramenta, assim como o telefone ou a internet e o rádio, comunicação não é marketing/publicidade/divulgação e que a Educomunicação não é ferramenta, é um processo educativo que inclui o fazer ferramentas midiáticas colaborativas, mas também expandir fluxos de comunicação e refletir sobre eles.

O último momento da oficina foi marcado por uma ação em grOficina educomunicacao (25)upo, em que os participantes foram separados em grupos e dialogaram sobre as seguintes questões: Quais as dificuldades da comunicação dentro da sua área de atuação?  Como se realiza a prática de comunicação para mobilizar pessoas e grupos? Como as práticas de Educomunicação podem se conectar com outras práticas comunicacionais pela educação e mobilização? De que forma a educomunicação pode potencializar uma rede social como a Rede Paraense de Educação Ambiental?

Como resultado da atividade a REDE PAEA pretende sistematizar os debates levantados durante a oficina e criar uma Comunidade de Aprendizagem e Prática de Educomunicação, visando atuação comum sobre a temática.

Por: Lucila Vilar (jornalista)

 

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